Vôlei Nestlé quebra jejum e derrota Rexona/Ades no primeiro jogo das semifinais da Superliga

Após 7 jogos sem vencer o maior rival, a equipe de Osasco contou com a casa cheia para derrotar o Rio de Janeiro em um jogo de parar o torneio

Hoje (21), o ginásio José Liberatti, situado na cidade de Osasco-SP, recebeu o maior clássico do voleibol brasileiro. A partida entre Vôlei Nestlé e Rexona/Ades fez jus à expectativa, que era a de ser um jogaço e encheu os olhos dos apaixonados por voleibol. No final, a vitória foi do Vôlei Nestlé por 3 sets a 2 com as parciais (25/22, 14/25, 26/24, 19/25 e 15/10), que presenteou a torcida comparecida em peso na partida.

Foto: Luiz Pires/Fotojump

Com esse resultado, as paulistas começam a semifinal em vantagem. O segundo jogo será na próxima sexta-feira (25), no ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro. Todos os ingressos foram esgotados, a casa estará cheia para a próxima parte do clássico dos clássicos. 

Antes da partida começar, teve uma homenagem à equipe Nestlé Araraquara que foi campeã da Superliga B neste sábado e está de volta à elite do voleibol brasileiro.

SOBRE O JOGO

A equipe da casa entrou em quadra com as centrais Thaisa e Adenízia, as ponteiras Gabi e Carcaces, a levantadora Dani Lins, a oposta Ivna e a líbero Camila Brait. Já a equipe carioca iniciou a partida com as centrais Juciely e Carol, as ponteiras Gabi e Natália, a levantadora Courtney Thompson, a oposta Monique e a líbero Fabí.

No primeiro set, equilíbrio total entre as equipes. Vimos a equipe de Osasco jogar o seu melhor voleibol, se equiparando ao maior rival e fazer uma parcial disputadíssima. Com show de ataques da ponteira cubana Carcaces e defesas inacreditáveis da líbero Camila Brait, o Vôlei Nestlé fechou o primeiro set em 25/22.

Foto: Luiz Pires/Fotojump

Na segunda parcial, domínio total da equipe carioca. Jogando praticamente sem errar, o Rexona/Ades fez um parcial massacrante de 25/14 ao forçar o erro adversário e não desperdiçar contra-ataques.

Tudo igual e começou o terceiro set. O Osasco veio com nova postura, mais parecida com a do início da partida, jogando em parcial iguais mas chegou a abrir 8/5 no primeiro tempo técnico. Adenízia destacou-se no bloqueio enquanto Carcaces continuava disparando como melhor atacante da partida. A cubana que tem a força como sua maior característica, usou e abusou das largadas e técnica para pontuar para o lado paulista. No final da parcial, o Rexona/Ades passou a marcar mais no bloqueio, além de forçar o saque e conseguir passar a frente, fazendo o técnico Jefferson parar o jogo para tentar reestruturar a equipe.

 Foto: Luiz Pires/Fotojump

O jogo esquentou. Prestes a fechar a parcial com uma folga de 23/20, o Rexona/Ades sofreu uma pressão paulista e passou a ter dificuldades, fazendo o técnico Bernardinho parar a partida em 23/22. Após a parada, mais furação osasquense. Thaisa bloqueou Monique empatando o set dramático em 23/23. Pra agitar ainda mais o clássico dos clássicos, o Rio voltou a pontuar no bloqueio com Drussyla, fazendo 24/23. Logo após, a levantadora Roberta cometeu 'dois toques' voltando a empatar a parcial em 24/24. Em um ponto polêmico, o Osasco teve a chance do set point no saque da levantadora Dani Lins que conseguiu quebrar a recepção e dar chance ao contra-ataque paulista, que acabou com o ponto de Carcaces, terminando a parcial 26/24.

Quarto set iniciado e dessa vez, o domínio foi de Osasco, que abriu uma vantagem de 3 pontos. Vantagem que logo foi reduzida e destruída pelo time carioca. Com os ânimos mais acalmados, o Rexona/Ades virou a partida chegando a atingir a parcial 11/7. Mas tinha uma cubana querendo atrapalhar os planos cariocas e virando muita bola pro lado paulista. O Osasco passou a reagir e diminuir a vantagem pra apenas 2 pontos, mas a reação não durou muito porque as cariocas se sobressaíram e fecharam a parcial em 25/19.

O tie-break foi na base da garra mesmo, ambas as equipes exaustas mas com um único objetivo, vencer a partida. As donas da casa começaram abrindo a boa vantagem de 6/1, forçando o técnico Bernardinho a parar o jogo. A parada fez muito bem às cariocas que foram atrás da partida e encostaram na parcial, fazendo a equipe paulista pedir o tempo técnico.
O bloqueio foi a gás que faltava pro time paulista na reta final do tie-break. Sem erros, elas fizeram da torcida uma motivação para abrir vantagem novamente e fechar o jogo em 15/10.

A ponteira cubana Kenia Carcaces fez a melhor partida na Superliga e por conta disso, foi reconhecida pelo público como a melhor jogadora em quadra, levando o troféu Viva Vôlei.

Além da performance de Carcaces, vale ressaltar o excelente desempenho da líbero Camila Brait e da central Adenízia

 Foto: Luiz Pires/Fotojump

PONTUAÇÃO INDIVIDUAL DAS JOGADORAS

Volei Nestlé: Dani Lins (3), Carcaces (25), Adenizia (11), Thaisa (21), Lise (2), Ivna (5), Gabiru (7).
Rexona/Ades: Gabi (19), Juciely (13), Roberta (2), Lorenne (1), Natalia (19), Monique (12), Carol (11), Drussyla (4).

Confira a galeria de fotos da partida. Fotos: Luiz Pires/Fotojump


 
 















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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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