Entenda o impacto que a equipe do Equibrasil/Rio do Sul fez durante a Superliga 2015/2016

A equipe catarinense teve um desempenho incontestável durante o torneio chegando à fase de playoffs na frente de times gigantes

Durante a temporada 2015/2016 da Superliga Feminina, foi chamado atenção o desempenho de uma equipe situada no sul do Brasil. Desde o início, o Rio do Sul/Equibrasil mostrou-se um grupo determinado e surpreendente, principalmente com a classificação para a fase de playoffs estando em posições à frente de equipes maiores e tradicionais do país.

Atletas e comissão técnica do Equibrasil/Rio do Sul
Foto: Rio do Sul

Uma série de fatores pode explicar essa ascensão catarinense. O primeiro fator se deve ao seu comandante. O experiente Spencer Lee assumiu a responsabilidade de conduzir uma equipe nova e jovem para uma temporada que tinha tudo para ser árdua.

Ainda quando estavam em fase de treinamento para a temporada, a equipe sofreu com uma enchente que atingiu a cidade e danificou todo o ginásio em que treinavam, tendo prejuízo com a perda de material de treinamento. Com a mobilização de algumas pessoas, as garotas treinaram em um outro ginásio temporariamente até que a sua "casa" estivesse novamente pronta para ser reutilizada.

Sem sombra de dúvidas, as dificuldades após a enchente e a verba controlada para a equipe serviu como uma pitada a mais de vontade para que elas buscassem a superação e oferecesse o melhor voleibol para a cidade e a torcida. E por falar em torcida, que grande torcida! Os fanáticos pelo Rio do Sul apoiaram o clube do começo ao fim. A torcida lotava o ginásio e vibrava a cada derrota e vitória, deu a mão a equipe que inicialmente tinha apenas o objetivo de ser manter na divisão especial do torneio.

 Foto: Rio do Sul

Mas como após todo esforço vem a recompensa, o Rio do Sul começou a brilhar e tomar destaque. Seu elenco considerado mediano tornou-se um dos mais temidos do torneio: Helô, Giovana, Jéssica, Fran, Duda, Fernanda, Luciana, Vanessa, Ju Nogueira, Tati Rizzo, Nanda, Camila Paracatu, Gabi, Isabela, Ju Paz e Mimi Sosa. Todas essas atletas ganharam reconhecimento na temporada e muitas já estão sendo cobiçadas por equipes maiores.

A oposta Helô foi um dos nomes mais falados dessa Superliga não só pelo número de pontos marcados (ela terminou o torneio com 365), ela é uma das revelações da temporada pelo seu desempenho e vibração em quadra, chegando a causar polêmica em alguns casos.

 Helô recebendo o troféu Viva Vôlei na partida contra o Concilig/Bauru
Foto: Rio do Sul

Fora do cenário da Superliga, a equipe foi convidada pela seleção peruana para uma série de amistoso preparatórios para o Campeonato Sul-americano. Com os custos todos arcados pela federação peruana, as garotas embarcaram nesse desafio, o qual saíram com vitória histórica diante deu uma seleção.

Amistoso contra a seleção peruana
Foto: Rio do Sul

CAMPANHA

Não podemos deixar de relembrar a grandes vitórias da equipe do Rio do Sul no torneio. As vitórias contra o Vôlei Nestlé, Camponesa/Minas, Sesi-SP, São Cristóvão/São Caetano, Renata/Valinhos Country, Concilig/Bauru, dentre outras. E vale lembrar também o sufoco que fizeram o adversário mesmo com a derrota, isso aconteceu contra o Rexona/Ades e contra o Camponesa/Minas na fase de playoffs.

Apesar da trajetória catarinense ter sido interrompida este ano nas quartas de final, está mais que provado que uma equipe simples, de pouco apoio financeiro mas de uma força de vontade, pode fazer diferente em um torneio como a Superliga e surpreender a muitos.

 Foto: Rio do Sul

A classificação para os playoffs foi apenas a consequência de uma série de boas atuações da equipe e pensamento de que cada jogo era uma nova batalha.

Com essa campanha, o Rio do Sul/Equibrasil está classificado para a próxima temporada da Superliga "A", e a expectativa é que a temporada seja ainda mais surpreendente para os torcedores e telespectadores.

 Foto: Rio do Sul

Que o legado dessa equipe e de seu comandante sirva de exemplo para que o voleibol permaneça em crescimento e tenha o reconhecimento necessário no cenário atual de esportes.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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