Rexona/Ades e Dentil/Praia Clube fazem jogo digno de final e equipe carioca conquista 11º título

Em partida digna de final, as cariocas superaram as mineiras em mínimos detalhes


Hoje (03), no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, aconteceu a grande final da Superliga Feminina. O Rexona/Ades, dono de 10 títulos, recebeu o estreante na final Dentil/Praia Clube. Em um jogo digno de final e muito eletrizante, a equipe carioca venceu a partida por 3 sets a 1 com as parciais (25/18, 26/28, 28/26, 28/26). O troféu Viva Vôlei ficou com a ponteira Natália, escolhida pelo público. Mas em lindo gesto, ela presenteou a oposta Monique com o prêmio.

Com esse resultado, elas alcançaram o décimo primeiro título do torneio, um marco histórico na história do voleibol.

 Foto: CBV
É importante lembrar que após esse belíssimo jogo, todas as jogadoras que atuaram na Superliga e em alguns torneios internacionais estarão ligadas na convocação que o técnico José Roberto Guimarães fará amanhã. A convocação dará a elas a oportunidade de treinar em Saquarema e lutar pelo vaga no ciclo olímpico, que se dará após competições como o Grand Prix, que neste caso, funcionará como um teste para observar o desempenho das jogadoras selecionadas.

SOBRE O JOGO

O primeiro ponto do jogo foi uma explorada da Alix. Claudinha errou o saque e em seguida, Natália cometeu o mesmo erro pelo lado rival. Ramirez ignora bloqueio. Carol pelo meio. Rio aproveitou o contra ataque e logo depois bloqueio Alix pela pipe. Rio seguiu aproveitando o contra ataque e fechando o bloqueio para o ataque praiano. Praia só voltou a pontuar em bola que sobrou de cheque pra Walewska. Bloqueio pesadíssimo em todas as  jogadoras do praia. Natália bloqueada após Praia Clube não ter conseguido finalizar. Com vantagem carioca, o primeiro tempo técnico chegou com a parcial 8/6. O Praia seguia muito marcado pelo bloqueio do Rexona até que Alix se livrou da marcação e pontuou. A dificuldade no passe praiano contribuiu pra equipe carioca abrir 3 de vantagem. Ainda sem atingir seus objetivos, Piccinin parou o jogo para dar novas instruções ao Praia Clube. A parada técnica fez muito bem as mineiras que pontuaram três vezes seguida. Um ponto de ataque com Ramirez, seguido de bloqueio de Ramirez em Gabi e um ace de Alix. Rio voltou a abrir dois pontos e em seguida, três, tendo então a parada técnica em 16/13. As bolas de contra ataque da equipe carioca tinha nome e sobrenome, Juciely Barreto. O set estava ficando cada mais mais complicado pro Praia Clube que viu o Rio abrir 19/13. Logo, Piccinin optou pela inversão 5-1 e colocou Malu e Ju Carrijo em quadra, que já chegou trabalhando com Walewska na bola de meio. Drussyla entra pra sacar, força o ace e erra. Mas o Rexona/Ades ainda tinha grande vantagem e aproveitou para trabalhar meu no ataque e fechar o primeiro set em 25/18.

 Foto: CBV

O segundo set já começou a favor e equipe carioca que abriu 5 a 0, todos os pontos de contra-ataque devido ao forte sistema defensivo delas e da marcação no bloqueio. O primeiro ponto praiano foi um erro da equipe carioca. Pelo grande nível técnico que tem, finalmente o Praia Clube passou a reagir. Elas encostaram no placar com a virada de bola e a primeira parada técnica 8/6. Logo depois, as praianas marcaram de bloqueio com Alix em Juciely. Quando teve a chance de empatar, Alix foi amortecida e o Praia levou contra-ataque. Logo então, o Rio levando o set com dois pontos de vantagem. A ponteira praiana Michelle começou a pontuar na partida e se destacar. Ela que tem a função de dar assistência no passe. A segunda parada técnica de seu com o placar 16/13 a favor das cariocas. Quando o Praia voltou a encostar, diminuindo a vantagem para apenas um ponto, Carol brilhou e bloqueou Alix, que seguia jogando bastante marcar na entrada de rede. Mas a cubana Ramirez estava mesmo querendo jogo. Após bloqueio dela em Natália, o placar se igualou. O jogo seguiu em alto nível e depois de um rali de 35 segundos, o Rexona/Sdds ficou com o ponto e voltou a abrir dois pontos de vantagem. Ramirez permanecia a mais ativa na equipe praiana que tratou de igualar o placar no finalzinho do set. A entrada da ponteira Pri Daroit no lugar de Michelle pra fazer a rede foi um grande trunfo do Praia Clube. Na hora do fundo de quadra, Michelle retornou. E o Praia cresceu, cresceu de forma bonita e coletiva para empatar a partida e conseguir a virada com dois pontos e bloqueio essenciais para fechar a parcial em 28/26 e deixar tudo igual em Brasília. 

 Foto: CBV

No terceiro set, outra postura do Praia Clube. Muito mais agressivas, as mineiras começaram o set pela primeira vez, em vantagem. Quando abriram três pontos de diferença, o técnico Bernardo parou o jogo para orientar sua equipe. Após o tempo, Gabi foi a resposta da equipe e passou a ser mais acionada. Porém, o fundo de quadra praiano parecia ter se organizado para produzir o contra-ataque. A reação carioca também não demorou muito e elas já diminuíram dois pontos da vantagem que passa de quatro pontos.

O Praia Clube definitivamente não estava mais o mesmo do primeiro set. A má fase construção de quadra havia passado e elas se mantinham superior em todos os fundamentos. Em 14/10, Drussyla e Thompson entraram na inversão 5-1 com o placar 14/10 a favor das praianas. A inversão surtiu bom efeito no início, mas depois o Rexona/Ades teve uma rede empacada e com dificuldades de ficar bola, logo, a inversão foi desfeita com a parcial 19/14.

 Foto: CBV

Com time suficiente pra gerar a virada, a equipe carioca começou a correr atrás do placar, errando quase mais nada e com grande eficiência no contra-ataque. O placar se igual a 23/23, quando anteriormente marcada 23/20 em favor das mineiras. O set seguiu digno de uma grande final, as equipes jogando com parciais iguais, 24/24, 25/25, 26/26. E na hora mais importante, prevaleceu a experiência e a calma das cariocas, que tiveram a paciência de frieza de virar a parcial em duas bolas de bloqueio, fechando então, a parcial em 28/26.

 Foto: CBV

O terceiro set começou com deslize praiano e bom aproveitamento carioca. Parecia que a partida seria tirada de letra pelo Rexona/Ades após o tropeço no segundo set. Elas saíram em vantagem durante todo início do set, mas viram o Praia correr atrás do prejuízo e encostar no placar, chegando então, a virar o placar em 17/16 após a segunda parada técnica. O técnico Bernardo fez um pedido de tempo pra acalmar os ânimos do Rexona/Ades e foi esse tempo que deu a elas a possibilidade de se reorganizar para fazer mais uma virada. Depois da grande virada, foi a hora das cariocas crescerem. Em um set pra lá de eletrizante e disputado, as parciais seguiram incrivelmente igualadas, até que, em uma bola de cheque, Carol colocou no chão e finalizou a partida em 28/26.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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