Após 17 anos de Osasco, Adenízia fecha com Scandicci e parte para sua primeira experiência internacional

Considerada pela torcida um patrimônio especial do clube, chegou a hora da central dar adeus a Osasco

Os últimos anos não tem sido nada felizes para o Vôlei Nestlé/Osasco. Com a série de derrotas inesperadas, eliminações precoces e resultados ruins comparado ao investimento, chegou a hora do Osasco passar por uma reformulação radical.

 Foto: Fotojump

Além de Thaisa, que era capitã da equipe e a jogadora mais cara, foi a vez da central Adenízia anunciar sua saída definitiva. O fim do contrato não se deu somente com a cobrança de bons resultados, e sim pelo reflexo da crise financeira enfrentada pelo país. O Brasil tem investido cada vez menos no voleibol, e a redução salarial não vem agradando às jogadoras. Das mais caras, apenas Dani Lins e Camila Brait toparam a redução no contrato que já estavam assinado desde 2014.

Depois de 17 anos vestindo a camisa do Osasco, Adenízia foi contratada pelo Scandicci, na Itália, para a temporada 2016/17. Essa é a primeira experiência no exterior da central.

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A equipe italiana confirmou também a contratação da líbero Merlo e da levantadora Rondon para a nova temporada. O último resultado do Scandicci foi a sexta posição na fase classificatória do Campeonato Italiano. Já nas quartas de final, foi derrotado pelo o Piacenza, que agora é atual vice-campeão da torneio. 

A torcida osasquense em peso, demonstrou gratidão e amor pela jogadora mais antiga do clube e eventualmente, a mais vitoriosa. Adenízia é ovacionada pelos que acompanham desde o início e pelo que observam seu legado apenas nos anos mais recentes. Muitos esperam o retorno dela à equipe, mas tudo vai depender de uma boa conversa, uma vez que o clube tem mostrado "vacilo" durante a dispensa de algumas jogadoras. Segundo Thaisa, que também optou por deixar a equipe, está faltando mais consideração por parte do clube.

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RELEMBRANDO A TRAJETÓRIA DA ADENÍZIA EM OSASCO

No ano de 1999, com apenas 13 anos de idade, a atleta se transferiu para o BCN/Osasco, de atua até hoje. Lá, ela dividia quarto com a filha de Luizomar na residência do técnico, e viveu por lá durante um bom tempo, tudo isso em busca de um futuro profissional. Em 2005, aos 18 anos e já treinando com a equipe adulta do clube comandada na época José Roberto Guimarães, até considerou desistir do vôlei em 2005, alegando se sentir intimidada pelo alto nível do plantel. Luizomar de Moura, então técnico da seleção brasileira juvenil (e eventual substituto de Zé Roberto no Osasco) convenceu-a do contrário. Adenízia desde então chegou a nove finais consecutivas da Superliga, com títulos em 2005, 2010 e 2012. Também foi campeã Sul-americana e campeã Mundial de Clubes, título histórico em sua carreira e para o clube.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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