Brait titular absoluta ou ainda há disputa em pleno ano olímpico?

Duas líberos, dois pesos, o que deverá contar mais na escolha da posição para o Rio em 2016?

Faltando pouco menos de 50 dias para os Jogos Olímpicos que será sediado no Rio de Janeiro, o técnico José Roberto Guimarães se vê em uma pequena saia justa para escolher as 12 atletas que irão representar a seleção brasileira feminina. Em meio a algumas inseguranças, a que mais tem chamado atenção é a definição da líbero.



Nos últimos anos, após a aposentadoria da Fabi, Camila Brait tem assumido absolutamente a posição. Porém, a Léia, líbero sucessora, tem feitos ótimas atuações nas oportunidades dadas pelo técnico Zé Roberto.

No Grand Prix desse ano, elas tem revezado a posição, mas no entanto, de acordo com os dados estatísticos da FIVB e pela olhar técnico, Léia tem sido superior. Isso não significa que Brait está sendo deixada pra trás, pelo contrário, apenas está dando início a uma disputa das boas em busca de uma vaga tão sonhada.

Comparando as duas líberos, Camila Brait tem vantagem pela maior experiência na seleção brasileira e por defender um dos maiores clubes do país há muitos anos, trazendo então, uma confiança maior a Zé Roberto. Já Léia, apesar da possuir poucas atuações com a verde e amarelo, é tida como uma das melhores líberos do país, além de ter feito excelentes temporadas em seus clubes, e a última, principalmente, com grande destaque, mesmo tendo abandonado a competição na fase de mata-mata por conta de uma lesão na coxa direita.


Léia em atuação no Grand Prix 2016 como titular. Foto: FIVB

No principal campeonato do Brasil, a Superliga, Léia terminou a campanha à frente de Brait, isso porque o Camponesa/Minas foi o terceiro colocado enquanto o Vôlei Nestlé foi o quarto. Esse resultado não influencia diretamente no voleibol de cada atleta, porque trata-se de um dado coletivo, mas pode ser levado em consideração o que elas acumularam durante a temporada.

Aos olhos da bicampeã olímpica Fabi, que ocupou a posição por anos, Camila Brait estaria pronta para assumir a titularidade por diversos motivos e segundo ela, só o fato de Brait ser bastante comprometida e querer aprender durante seu período de convívio direto com Fabi, faz dela uma atleta mais centrada e experiente. Logo, afirmou que confia plenamente no potencial da ex colega de seleção. Pra quem não sabe, no último ciclo olímpico, Fabi e Brait foram as líberos do Brasil nas competições, Camila foi cortada na edição de Londres por Fabi ser a titular absoluta naquela época. Agora, na linhagem, de fato, Camila Brait tem a preferência na posição.

Foto: FIVB

Sobre o desempenho individual das atuais líberos, Camila Brait apresenta uma consistência maior no passe, tendo sucesso em quase todos eles, além da habilidade em defesas na diagonal. Enquanto Léia apresenta também um bom passe, mas tem como forte característica as defesas na paralela e a boa visão de jogo no contra ataque, tendo facilidade pra chegar em bolas largadas ou espirradas. Isso é importante e seria interessante se Zé Roberto pudesse levar as duas para ter um desempenho melhor em quadra. Mas não é de costume dele e também seria uma espécie de "desperdício" por ter que abrir mão de uma atleta de outra posição.

Para um grupo que estava praticamente fechado, os resultados do Grand Prix estão abrindo uma nova interrogação para algumas posições, inclusive, fazendo o técnico testar outras formações para ter um trunfo em meio aos Jogos Olímpicos.


Brait em atuação no Grand Prix 2014. Foto: FIVB

O que se sabe é que ainda tem muita água para rolar com as próximas fases do Grand Prix. E obviamente, outros testes serão feitos. Mas a questão é a seguinte: Camila Brait permanece intocável? A resposta é não. Principalmente com a vulnerabilidade e supostas situações físicas que podem acontecer. Sendo assim, Léia ao menos tem se mostrado forte na caminhada para tornar cada vez mais equilibrada a disputa de líbero da seleção brasileira feminina nas Olimpíadas do Rio em 2016.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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