Brasil luta, mas é derrotado pela Turquia e está fora da fase final do Torneio de Montreux

Em um jogo duríssimo, as brasileiras foram superadas e não avançam para a fase final da competição

Hoje (02), o Brasil fez sua segunda partida pelo Torneio de Montreux. Com adversárias fortíssimas, as brasileiras foram superadas pelas turcas por 3 sets a 2 com as parciais (19/25, 28/26, 25/20, 25/21, 15/12). Essa derrota tirou do Brasil qualquer chance de classificação para a fase final da competição. Amanhã (03), elas enfrentarão as belgas para cumprir tabela. A partida será transmitida pelo canal Sportv, já pela web, o canal laola1.tv fará a cobertura junto ao canal do Youtube da Volleyball World.

Foto: FIVB

SOBRE O JOGO

O primeiro set serviu principalmente para anunciar uma nova postura brasileira, que mesmo diante das atuais campeãs, não fizeram uma má atuação. Erros a parte e vimos um Brasil mais bravo. O técnico Wagão não hesitou em fazer mudanças precoce. Ele substituiu a capitã Rosamaria pela Drussyla, visando melhor a recepção que novamente, sofria. A entrada da jovem ponteira fez bem ao sistema  defensivo, mas o ataque permanecia sobrecarregado pela oposta Paula Borgo. Apesar do esforço brasileiro em equiparar as parciais, elas foram superadas por 25/17.

 Foto: FIVB

No segundo set, Wagão optou por manter a ponteira Drussyla em quadra, que passou a auxiliar mais no passe. Logo então, mérito total do Brasil que após a parcial de 4/4, passou a abrir uma vantagem que logo se tornou absurda, chegando a atingir 10 pontos. Paula Borgo foi sem dúvida, o ponto mais forte do Brasil. Destemida, a oposta derrubou bolas inacreditáveis e contribuiu bastante para o progresso brasileiro em quadra. Após essa bela chacoalhada, a Turquia reagiu. A reação não foi nada simples. As turcas cresceram diante de tanto erro brasileiro. Parecia inacreditável. Um set dado como ganho com 10 pontos foi recuperado de forma firme pelas turcas. E assim o jogo ficou ainda mais interessante, com as parciais igualadas. O primeiro set point foi turco, com 24/23. As brasileiras tiveram cabeça para fazer o jogo fluir. Rosamaria entrou na rede do lugar de Gabi e fez o deve de casa, derrubou uma das bolas mais importantes do set. Em seguida, Gabi retornou à partida. Com mais show de Paula Borgo, o Brasil teve a chance do set point, mas foi com um erro bobo de formação da equipe turca, que o set fechou 28/26 a favor da brasileiras.

Foto: FIVB

A terceira parcial exigiu ainda mais concentração das brasileiras desde o início. Uma vez que elas começaram perdendo e logo após, buscaram uma reabilitação, conseguindo jogar com o placar igualado. Mais uma vez, Paula Borgo era a confiança do Brasil na virada de bola enquanto as outras buscavam apenas organizar o fundo de quadra para forçar o contra-ataque. A líbero Laís passou a ter um pouco mais de destaque com uma série de defesas e coberturas que auxiliaram na reabilitação brasileira. O Brasil se encontrou em quadra de um modo surreal. Com Paula e Drussyla, o ataque brasileiro não deixou a desejar. Enquanto o fundo seguia equilibrado. As brasileira fizeram o melhor set da partida e fecharam a parcial em 25/20.

Foto: FIVB

O quarto set foi sofrido para as duas equipes. O Brasil não conseguiu manter o alto nível do set anterior e foi sendo derrotado gradativamente. A virada de bola não era mais eficiente. As brasileiras estavam ainda mais marcadas. Rosamaria entrou no lugar de Gabi para no início do set, mas não ficou por muito tempo. Com a mesma formação do terceiro set, o Brasil passou a reagir. Em uma sequência de pontos, as garotas retiraram uma vantagem que chegou a atingir 7 pontos. Infelizmente, a vantagem não foi superada por completo e as turcas conseguiram vencer a parcial por 25/21.

O tie-break começou com domínio total turco, que abriram, de cara, 5/1. Logo depois, as brasileiras fizeram uma sequência de pontos, diminuindo a vantagem para 7/3. Depois disso, as brasileiras encostaram e chegaram a virar o placar, com vantagem de 1 ponto. Erros novamente tiraram o Brasil da vitória. As turcas souberam aproveitar as brechas brasileiras e as induziram ao erro, fechando então, o tie-break em 15/12.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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