Americanas derrotam russas e enfrentarão Brasil na final do Grand Prix

Em partida tranquila, Estados Unidos derrotam Rússia em mais um clássico

Hoje (09), Estados Unidos e Rússia se enfrentaram em um clássico memorável. Nesse duelo de gigantes, quem se deu melhor foram as americanas que venceu a partida em um passeio de 3 sets a 0 com as parciais (25/20, 25/23 e 25/14). A maior pontuadora da partida foi a ponteira americana Kimberly Hill, com 17 acertos. Após essa vitória, os Estados Unidos se preparam para a grande final amanhã, diante do Brasil, às 8 horas (horário de Brasília). Já a Rússia, mais fragilizada, irá enfrentar a Holanda na disputa do bronze às 5 horas, com transmissão ao vivo do canal SporTV.


SOBRE O JOGO

De início, as norte-americanas iniciaram a partida com vantagem, chegando a fazer 3/1. Porém, essa vantagem não foi a diante porque a Rússia logo virou o placar para 5/3. E novamente, o jogo sofreu modificações. O domínio voltou a ser americano, que abriram pequena vantagem de dois pontos, logo depois ampliada para quatro. Desde então, Hill e Murphy seguiram causando problemas para as russas. Desse jeito, foi inevitável impedir a derrota russa no primeiro set por 25/20.

Foto: FIVB

No segundo set, os Estados Unidos começaram à frente novamente, mas a Rússia esboçou reação precoce, indo atrás do placar e jogando com a parcial empatada. Definitivamente, algo estava errado no time russo. A líbero Malova não vinha fazendo uma boa partida e foi logo substituída pela Ezhova no início desse set. Outro problema russa era a dificuldade de Goncharova em virar a bola. De fato, o problema não era a oposta russa, e sim a forte marcação americana. Com esse empecilho, Kosianenko teve que mudar rapidamente sua distribuição e trabalhar mais com as centrais, principalmente Fetisova. Daí, ficou mais fácil para a Rússia avançar. Não fizeram grande feito, mas conseguiram ao menos virar o placar e abrir, inicialmente, dois pontos de vantagem, chegando à primeira parada técnica com 8/6. Assim seguiu a troca de pontos na partida até uma das maiores reações americanas. Quando a Rússia dominava o set por 14/10 e parecia seguir determinada a empatar a partida em sets, os Estados Unidos, em uma sequência extraordinária de saques, conseguiu não só empatar, como virar a parcial e abrir dois pontos importantes. A volta da líbero Malova, que havia sido substituída pelos erros de recepção e falha na defesa, acabou ajudando o time russo, uma vez que ela retornou à partida mais calma e determinada a ajudar sua equipe a se recuperar. Dessa forma, a Rússia voltou a trabalhar melhor com o passe e Goncharova finalmente voltou a pontuar. A reação novamente não foi suficiente para impedir que as americanas, liderado por Jordan Larson e Kimberly Hill com 16 pontos até então, fossem caminhando para a vitória na parcial. A Rússia teve a chance de conquistar o domínio na parcial, mas acabou se rendendo e superada na parcial por um apertado 25/23.

 Foto: FIVB

Iniciado o terceiro set, uma conversa tensa marcou o tempo técnico pedido por Yuri Marichev. Além de direcionar a cobrança para Ilchenko durante o tempo, Kosianenko também se posicionou e foi firme, como capitã, na cobrança por melhor desempenho na partida. O "puxão de orelha" pareceu não agradecer Ilchenko, que seguiu discreta após a parada. A verdade é que toda essa confusão não contribuiu em nada de melhor para as russas, pelo contrário, atiçou um espírito de individualismo naquelas que estavam sendo apontadas como culpada da derrota. Para a Rússia, não havia mais tempo técnica e nem desafio. Restava apenas tentar juntar os cacos de um equipe fragilizada em dois sets e transformar em uma raça inimaginável. Isso não veio a acontecer. Com muito mérito, os Estados Unidos fizeram uma partida limpa, com muito talento, ousadia e coletividade. Assim, o terceiro set se tornou um atropelo, com 10 pontos de vantagem para as americanas. Sem muito o que fazer, a Rússia apenas permaneceu em quadra para enfrentar a derrota que já estava inevitável. No segundo e último match point, Larson fechou o jogo com a parcial 25/14, classificando os Estados Unidos pra final.

 Foto: FIVB
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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