Brasil bate Holanda em apenas 3 sets e está na final do Grand Prix


Sem sustos, brasileiras fizeram partida com poucos erros e bateram as holandesas em apenas 3 sets

Hoje (09), a seleção brasileira entrou em quadra diante da Holanda pela semifinal do torneio. Em uma partida de encher os olhos, o Brasil despachou as holandesas em 3 sets a 0 com as parciais (25/18, 25/16 e 25/23). A maior pontuadora da partida foi a ponteira Natália, com 13 acertos. Esse resultado positivo garantiu a vaga na grande final. O adversário das brasileiras sairá entre o duelo de Estados Unidos e Rússia.

Foto: FIVB

Digno de seus respectivos elencos extraordinários, Brasil e Holanda fizeram um início de set equilibrado. Pontos trocados frequentemente, onde ninguém conseguia abrir uma vantagem. Apenas na primeira parada técnica é que conseguimos ter alguém à frente, nesse caso, Brasil conseguiu seus discretos dois pontos de vantagem no 8/6. Para conseguir ampliar o placar, foi necessário muita paciência pelo lado brasileiro, que a partir do décimo ponto, passou pontuar mais vezes. Pontos em sua maioria, de contra-ataque, devido ao grande número de defesa e bom volume de jogo. Nesse set, apenas uma alteração no Brasil, a simples inversão 5-1, com a entrada de Roberta e Gabi no lugar de Dani Lins e Sheilla. Destaque para a oposto Sheilla e pra central capitã Fabiana, que viram bolas importantes e marcaram 7 pontos no set cada uma. Com o Brasil já deslanchando e a Holanda sofrendo bastante emocionalmente, o set foi fechado em 25/18 para as brasileiras.

 Foto: FIVB

Na segunda parcial, atropelo. Sem dúvida, o maior problema da Holanda seguia sendo a concentração e o nervosismo. De longe, dava pra perceber o quanto o peso desse jogo mexia com as holandesas. Guidetti teve que mexer. Com diversos erros de recepção e dificuldade pra virar a bola, o técnico holandês ousou e colocou a líbero reserva em quadra para substituir a ponteira Anne Buijs na recepção. Não adiantou muito. O Brasil estava em um dia de pura harmonia. Logo, Thaísa seguia quebrando passa e forçando o contra-ataque, que em sua maioria, iam para as mãos de Natália, fazendo a ponteira tornar-se a nova destaque na partida e tornando-se a maior pontuadora até então. Nesse set, o Brasil esbanjou qualidade e eficiência em todos os fundamentos. Em acréscimo, é importante reconhecer que o Brasil sequer sentiu o peso desse jogo. Todo nervosismo e responsabilidade ficaram com a Holanda, que sentiu-se pressionada e deixou que o erro fosse seu maior inimigo. Em um set quase sem erros, o Brasil fechou a parcial em 25/16.

 Foto: FIVB

O terceiro e último set foi quando a Holanda deu sinal de vida, começando à frente no placar e abrindo uma boa vantagem. Logo então, o Brasil seguiu em sua cola, tentando reverter a parcial. No primeiro e segundo tempos técnicos, holandesas à frente. A virada verde e amarela veio apenas na reta final do set. O bloqueio foi essencial na recuperação do jogo. E quando não tive bloqueio, tinha defesa. O Brasil voltou com o bom astral na partida e chegou ao empato, fazendo então, Guidetti perder a paciência e parar a partida. Não adiantou. Zé Roberto optou pela inversão 5-1, com Roberta já entrando no saque e já quebrando a a recepção, colocando o Brasil à frente no placar do set pela primeira vez. A partida seguia cada fez mais emocionante, com o Brasil ampliando. O segundo match point estava nas mãos de Natália, que não desperdiçou e fechou a partida 25/23 com uma ataque pela entrada de rede.


Foto: FIVB
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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