Com Van Walle inspirado, Bélgica dá trabalho ao Brasil

Canhoto belga joga solto e tem a maior pontuação da partida apesar da derrota

Neste sábado (2), a seleção brasileira masculina voltou às quadras pela Liga Mundial para enfrentar a seleção da Bélgica. O que muitos especulavam que seria um confronto fácil, viu-se em quase uma derrota brasileira. A partida foi vencida pelos brasileiros, mas os belgas venderam caro esta derrota. O favorito Brasil conquistou o resultado positivo apenas no tie-break, com parciais de (20/25, 25/23, 22/25, 25/23 e 15/11).

Foto: FIVB

SOBRE O JOGO

Bernardo escalou inicialmente o levantador Bruno, o oposto Wallace, os ponteiros Murilo e Lucarelli, os centrais Isac e Éder e o líbero Serginho. Já o time belga entrou em quada com o levantador Valkiers, o oposto Van Walle, os ponteiros Sam DerooRousseaux, os centrais Van de Voorde e Verhees junto ao líbero Ribbens.

O Brasil começou a partida muito devagar e a Bélgica, sem responsabilidade, chegou vibrante. Desde o início, a seleção belga apresentou um voleibol arrasante e esteve à frente no placar durante a primeira parada técnica obrigatória, com uma vantagem de três pontos e também três erros de saque (8/5). Com Van Walle resolvendo tudo pelo lado belga, a Bélgica chega na segunda parada técnica tendo seis pontos de vantagem (16/10). Sofrendo no passe, a seleção brasileira teve suas bolas rápidas com os centrais anuladas, consequentemente Wallace e Lucarelli foram os mais acionados. Daí em diante, a vantagem belga foi se ampliando e numa bela atuação no bloqueio do central Van de Voorde, marcando 3 dos 4 pontos no fundamentos até então, a Bélgica abriu (21/14). No ponto seguinte Bernardinho optou pela inversão com a entrada de William e Evandro e logo após, a entrada de Maurício Souza no lugar de Murilo pra sacar. Fazendo um bom saque flutuante, possibilitou a ação antecipada do bloqueio brasileiro que pontuou e na jogada seguinte, mais um bloqueio, desta vez, Éder no simples parou o central belga (21/17). Apresentando um primeiro set apagado com seus centrais, William tentou mudar esse cenário e aproveitou o entrosamento de clube com Éder e Isac e chegou a forçar bolas de primeiro tempo com êxito mesmo com passe B. Com saque pra fora brasileiro, a Bélgica sai na frente no jogo com 25/20.

Foto: FIVB

Segundo set iniciado. De passagem, um início de set equilibrado onde ambas as seleções rodavam bola. Até o oposto canhoto Van Walle, a vontade na partida, aplicar um belíssimo ataque de segunda e chegar no primeiro tempo técnico com (8/6). O jogo seguiu com trocas de bola (11/9). Éder foi ao serviço e fez a diferença cair para um ponto. A partir de uma sequência de saques do central brasileiro, a seleção passou a esboçar uma nova postura e seguir mais atenta ao jogo. Na metade do set, em (12/12) Bernardo substituiu Bruno pelo levantador reserva William. William entrou bem no jogo, mas apesar do placar em igualdade no set, a Bélgica seguia inovando a cada ponto com uma boa distribuição em passe B e acionando cada vez mais o oposto Van Walle, que correspondia. O Brasil precisava de um trunfo a mais para seguir firme e confiante na partida. Então, Lucarelli foi pra o saque no 21/20 para os belgas e fez uma de suas melhores passagens. Não fez necessariamente aces, mas tratou de causar impacto na recepção belga. Desde então, foram 4 pontos seguidos do Brasil, e a vitória no set parecia muito mais provável. Na reta final do set, Van Walle, que até então tinha 13 pontos de ataque e era o homem de confiança da Bélgica, cometeu dois erros de ataque, proporcionando o Brasil a ter o primeiro set point com 21/24. Com uma belo ataque de Wallace, o Brasil fecha o set na menor diferença possível (25/23) e empata a partida.

Foto: FIVB

No terceiro set, William continuou em quadra. O Brasil apresentou uma nova postura e logo abriu 3/0. Porém essa vantagem não foi devidamente aproveitada, considerando que a seleção levou os mesmos três pontos seguidos. Um pouco mais que a metade do set, perdendo por 15/18, Bernardo opta novamente pela inversão, mas agora com Bruninho Evandro. A inversão foi vitoriosa, pois chegou a empatar a partida em (20/20) ao deixar a quadra. Com os erros de passes brasileiros voltando a aparecer e sem chance de ser consertado, a Bélgica abriu dois pontos de diferença (22/24). William entrou bem no jogo, fazendo proveito de seu entrosamento com os jogadores cruzeirenses Wallace, Isac, Éder, mas com a vantagem de dois pontos na reta final, ficou fácil pra Bélgica fechar o set em (22/25)

Foto: FIVB

Atrás no placar, Bernardinho fez mudanças no time e pôs Maurício Souza no lugar do Isac. A mudança deu certo e o Brasil passou a ter (6/3). Van Walle, o maior pontuador belga no torneio, mostrou o porque desta estatística favorável e seguiu pontuando nos contra-ataques, fazendo a Bélgica passar a frente. Do lado brasileiro, Wallace continuava sendo o homem do desafogo. Maurício Souza sacou bem e o Brasil conquistou 3 pontos de diferença. Na reta fina do set, um ace e um bom saque de Murilo fizeram o Brasil abrir dois pontos importantíssimos 22/20. E no erro de saque belga, os brasileiros levaram o set em (25/23) e o final da partida pra ser decidido no quinto set.

Tie-break rolando e em quadra Douglas Souza no lugar de Lucarelli. Desde o início, este foi o melhor set do Brasil na partida, os jogadores entraram mais concentrados e decididos. Com um ponto de Murilo explorando o ataque, chegamos a troca de lados com o time verde e amarelo tendo três pontos de vantagem (8/5). Apresentando uma postura de autoridade, ficou fácil para o quinto set fluir em favor do Brasil. Ao longo do set curto, o Brasil foi ampliando a vantagem e venceu a parcial por 15/11.

O belga Van Walle foi o maior pontuador do confronto, com 26 pontos. Em seguida, o brasileiro Wallace, que pontuou 23 vezes. Lucarelli vem logo atrás, com 21 pontos marcados.


Foto: FIVB

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About Letícia Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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