Em tie break memorável, Brasil bate Estados Unidos e conquista 11º título do Grand Prix

Em jogo marcante, brasileiras superam americanas e conquistam décimo primeiro título na competição depois de 2 anos

Hoje (10), a seleção brasileira feminina entrou em quadra contra os Estados Unidos na final do Grand Prix. De virada, o Brasil venceu a partida por 3 sets a 2 com as parciais (18/25, 25/17, 25/23, 22/25 e 15/9). A maior pontuadora da partida foi a central norte-americana Foluke Akinradewo, com 19 acertos. Em seguida, a central e capitã brasileira Fabiana marcou 18 vezes. Esse foi o décimo primeiro título brasileiro na competição, e o Brasil lidera o ranking geral de medalhas.

Foto: FIVB

SOBRE O JOGO

Primeiro set iniciado. Com um início de jogo bastante equilibrado, a parcial estava fazendo jus ao peso da grande partida, entretanto, era necessário que o Brasil se doasse um pouco mais. Em termos individuais, podemos afirmar que Fernanda Garay é quem comandava o set pelo lado brasileiro, sendo a maior pontuadora até então. Depois do quinto ponto, a seleção brasileira já não conseguia mais manter seu ritmo. A dificuldade na recepção e os erros excessivos na virada de bola ocasionaram a larga vantagem que os Estados Unidos passava a abrir. Desde então Hill e Murphy iam fazer certos estragos no lado adversário. O set deveria mesmo ser esquecido, uma vez que, duas bicampeãs olímpicas, Thaisa e Sheilla, saíram zeradas na parcial, principalmente por causa do passe. Não tinha muito o que fazer, ao perder a parcial por 25/18, o Brasil teria uma longa jornada pela frente.

Foto: FIVB

No segundo set, novamente o Brasil largou na frente e tomou outra virada. Sem saber como jogar à frente no placar, as brasileiras não conseguiam se estabilizar. Ainda no começo, a ponteira Jaqueline entrou em quadra, bastante ovacionada, no lugar de Fernanda Garay. Desde então, as coisas realmente começaram a melhorar, e o Brasil seguia na cola norte-americana. Enquanto isso, Jaque distribuía sua boa energia para o time, que em meio a um set já turbulento, conseguiu recuperar-se. Na primeira parada técnica, o Brasil passou à frente com 8/7. Pelo lado americano, Kiraly optou pela inversão 5-1 para aumentar o bloqueio e tentar frear a reação brasileira. Não adiantou, uma vez que, ainda sim, o Brasil abriu dois pontos de vantagem. O volume de jogo foi permitindo que Dani Lins ficasse mais ousada e principalmente folgasse as bolas da ponta, podendo jogar com as centrais. Na segunda parada técnica, o Brasil permanecia em vantagem, com 16/13. Logo depois, ainda conseguiu ampliar a vantagem pra quatro pontos, um com o contra-ataque de pipe da Jaque e outro com Sheilla colocando no chão pela saída de rede. Em um erro de combinação de Glass e Adams na china, deixou o Brasil com set point. Em seguida, Murphy invade a linha dos três durante ataque na pipe e ajuda Brasil a fechar o set em 25/17 e empatar a partida.

Foto: FIVB

Para o terceiro set, Zé Roberto optou por trazer `Fernanda Garay de volta à partida. O início do set foi bastante equilibrado, com constante trocas de pontos. Não por muito tempo. Como se estivessem jogando em casa, as brasileiras saíram do inferno para o céu. Com direito a festival de defesas a líbero Léia, que vinha dando boa assistência desde o início, o Brasil tornou-se dominador. Fernanda Garay seguia impossível, e Sheilla, quando acionada, fazia o dever de casa. Na formação americana, Kiraly mexeu novamente. Além inversão 5-1, ele acionou Robinson no lugar de Hill. Sem resultados, ele pediu tempo para orientar melhor suas atletas. No final do set, por um ato de impulso de Zé Roberto ao pedir desafio em um lance desacreditado, o Brasil fechou o set em 25/23 e virou a partida.

Foto: FIVB

No quarto set, os Estados Unidos deu uma bela acordada, chegando a iniciar à frente no placar e ir levando essa pequena vantagem a diante. Seguiu assim durante todo o set. O Brasil tentava reagir e provocar a vitória precoce por 3 sets a 1, mas as americanas queriam jogo, queria tie break. Logo, não foi um set benéfico para as brasileiras, que procuraram se estabilizar para buscar o título no set desempate. O grande destaque verde e amarelo na parcial foi a central e capitã Fabiana, que marcou bem e fez a diferença no decorrer do set perdido por 25/22.

Foto: FIVB

Finalmente no tie break, as norte-americanas não viram a cor da bola, isto é, o Brasil entrou decidido a levar o título do atual campeão. Defesa, passe, bloqueio, contra-ataque, tudo funciona e o Brasil seguia ampliando na parcial mais curta. Já com 6 pontos de diferença, os Estados Unidos tornou-se cabisbaixo, não tinha mais como lugar com uma equipe tão concentrada que o Brasil tinha se transformado no decorrer da partida. Todo o conjunto colaborou para que o Brasil voltasse ao topo do pódio do Grand Prix. E foi das mãos de  Fabiana que saiu a bola do jogo, fechando o jogo em 15/9.

Foto: FIVB
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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