Liga Mundial: Brasil vence Rússia e se aproxima da final em casa


Brasil supera Rússia em tie-break e clássico volta a ser acirrado 

Os torcedores presentes na Arena da Baixada, em Curitiba puderam presenciar um verdadeiro duelo de titãs na Liga Mundial. Brasil e Rússia protagonizaram a reedição da final olímpica de Londres 2012, dessa vez, com outro vencedor. Na partida eletrizante e de 5 sets, os brasileiros levaram a melhor por 3 a 2 com as parciais de 25/18, 18/25, 25/19, 22/25 e 16/14. A partida foi iluminada para o ponteiro Lucarelli, que pontou 25 vezes e foi o grande destaque. Esse resultado classificou de vez o Brasil para as semifinais do torneio em primeiro lugar do grupo J, e espera o restante da rodada para definir seu adversário de amanhã.

Foto: FIVB

Fazia um bom tempo que a Rússia não dava trabalho para a equipe brasileira. Depois do título olímpico, a seleção russa passou por uma reformulação onde não conseguiu manter o alto nível. Até mesmo na Liga Mundial, os russos não vinham fazendo uma boa campanha, isto é, estavam sofrendo derrotas pesadas e tinha muita dificuldade de vencer ao menos um set. A maior prova da má campanha russa foi a precoce eliminação dessa fase, onde o outro classificado foi o Canadá. Pela tradição do país no esporte, esperava-se que a Rússia se classificasse ao lado do Brasil. A situação em que se encontraram antes da partida de hoje, onde precisavam vencer o Brasil apenas por 3 sets a 0 para sonhar com a classificação fez a Rússia jogar com um pouco mais de estímulo, mas, como a difícil missão falhou, os russos deixam a competição e não avançam às semifinais.

Foto: FIVB

Sobre o jogo

A partida teve seus altos e baixos durante toda a duração. Entretanto, o início foi todo dominado pelo Brasil, que acelerou o marcador no primeiro set e abriu mais de 6 pontos na parcial, levando a vantagem até o final do set, fechado em 25/18.

Quando tudo parecia estar favorável ao Brasil, foi a vez da Rússia reagir. Com o mesmo elenco do primeiro set, eles conseguiram mudar a postura e tornaram-se mais agressivos. O contra-ataque foi o primeiro favor positivo para os russos porque a recepção brasileira começou a oscilar e comprometeu a virada de bola. Sem muitas delongas, os russos se mantiveram mais equilibrados e conseguiram fechar a parcial também em 25/18.

Foto: FIVB

O técnico da seleção brasileira, Renan Dal Zotto, investiu no diálogo e em pequenas mudanças para fazer os reparos na equipe. Optando pela inversão 5-1 (Rapha e Renan) e pela entrada do central Éder, a retomada do Brasil ao jogo foi positiva. Nessa parcial, os brasileiros voltaram a dominar e destacaram-se nos fundamentos de saque e recepção, reativando o grande poder de ataque. Fechar essa parcial também não foi fácil, uma vez que o placar voltou a se apertar, sendo finalizado em 25/19.

O quarto set se iniciou um pouco confuso, principalmente porque a liderança do mesmo mudou cerca de 4 vezes antes da Rússia fechar o marcador. A falta de atenção dos brasileiros foi o que resultou uma série de pontos bobos sofridos e causou novamente um desequilíbrio na equipe verde e amarela. Nessa parcial, os russos souberam jogar sobre a pressão da torcida e do deslize brasileiro, e então fecharam a parcial em 25/22.

Foto: FIVB

No emocionante tie-break, o público do ginásio e os telespectadores viram o melhor do voleibol mundial. De um lado, o ponteiro Lucarelli inspirado. Do outro lado, o russo Dmitry Volkov. Ambos fizeram uma partida impecável e foram as bolas de seguranças de seus respectivos levantadores. O set desempate manteve-se em alto nível por diversos fatores, mas o principal foi a boa passagem russa no saque, com o Likhosherstov, que prejudicou novamente a recepção brasileira. Mas pra sorte e vibração da torcida, Lucarelli mantinha-se regular na virada de bola, aumentando inclusive a estatística de aproveitamento de ataque da equipe. Foi nesse extremo equilíbrio, que o Brasil se sobressaiu no final do set e contou com o erro russo pra fechar a partida com a parcial de 16/14.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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