Praia Clube sente pressão mas vence Fluminense de virada

Até onde vai a invencibilidade do Praia Clube? Afinal, não perder é mesmo tão importante assim? Após correr o risco de ter a melhor sequência de jogos do torneio prejudicada pelo discreto Fluminense, o Dentil/Praia Clube correu contra o tempo e virou o marcador no tie-break da noite deste domingo. Foram necessários 5 sets para a equipe mineira perceber que o nível da Superliga está mesmo desafiador. Com as parciais (18/25, 25/15, 22/25, 25/19 e 15/11), o Praia segue líder e invencível.

Foto: Praia Clube

Pra começo de história, o Fluminense merece todo mérito. Uma equipe aparentemente tímida e que está buscando sua garantia nos playoffs assumiu uma postura altamente agressiva e pouco se lixou para quem estava em sua frente. Foi assim que as tricolores fizeram um bom início de partida e beliscou a vitória no primeiro set. Bloqueio. Saque. Ataque. Defesa. Tudo funcionando bem. Enquanto isso, o Praia Clube seguia fazendo um diagnóstico do que poderia estar acontecendo na equipe. Paulo Coco mexeu aqui e ali, mas não evitou o susto na primeira parcial.

A falta de Fawcett pode ser considerada um dos principais pivôs para o mau início do Praia? Definitivamente não. A norte-americana é incrível, mas não leva o time mineiro nas costas a ponto de vê-lo fraquejar em sua ausência. O que aconteceu é simples: o Fluminense jogou diferente do restante dos clubes. Aliás, o Fluminense é o time mais diferente. Joga sempre forte e de igual pra igual e consegue manter um ritmo de veterano independente do adversário. Já o Praia, apesar de já saber lidar com esse tipo de elenco, não conseguiu dominar seus fundamentos sem que levasse um 'sacode' do adversário.

Do segundo set em diante, os torcedores, em sua maioria tricolores, puderam ver um dos melhores jogos do torneio, se não o melhor. Teve rally, polêmica com arbitragem e atletas saindo do banco para resolver o problema, como foi o caso de Natasha e Ananda.

O Praia Clube conseguiu empatar a partida mas ainda não podia se considerar líder do jogo, uma vez que, mesmo vencendo a parcial, o Fluminense ainda era considerado uma grande ameaça jogando dentro de casa. A maior prova disso foi a vitória tricolor no terceiro set, que fez o clube mineiro coçar a cabeça e pensar em uma outra reação urgente.

Já o quarto set pareceu mesmo ser o calmante. Foi nele que o Praia Clube retomou seu ego e sua qualidade técnica. Fe Garay voltou a aparecer e protagonizar. O bloqueio foi o fundamento mais eficaz no finzinho do jogo. Não só as centrais tomaram destaque como as ponta e saída de rede chegaram junto pra complementar.

O tie-break foi a maior prova de fogo que existiu nesse duelo. Fluminense e Praia Clube oscilaram a liderança do set até a troca de lado da quadra nos 8 pontos, onde as mineiras desbancaram e correram pra fechar a parcial. Apesar de todo esforço e reconhecimento à Garay, jogadora excepcional que faturou o troféu VivaVôlei novamente, a oposta Carla, que substituiu Fawcett nesse jogo dificílimo, pôde ser considerada como uma das melhores em quadra, talvez até a melhor. Elogios à parte, esse jogo foi suficiente para agitar o domingo que parecia tão calmo.
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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