Vôlei Nestlé supera Pinheiros em eletrizante tie-break fora de casa

Equipe visitante passou dificuldades para vencer o veterano Pinheiros 


Tem equipes que gostam mesmo de passar por pressão antes de vencer, ein? O Vôlei Nestlé passou por mais uma prova de fogo antes de encerrar a noite desta sexta-feira (12) com uma vitória fora de casa contra o E.C. Pinheiros. Foi uma partida difícil, decidida em um tie break de 15/13 e marcada por atuações inconstantes de ambos os lados. Até mesmo as mais experientes e renomadas jogadoras tiveram altos e baixos até se encaixar no jogo.

Foto: Vôlei Nestlé

Desde o início da partida, o favorito Vôlei Nestlé fez algo que anda fazendo há um bom tempo: iniciar a partida em bom ritmo e pecar no fim do set. Essa falta de concentração da equipe osasquense foi bastante comentada em narração e pelos internautas, além de continuar sendo seu maior rival. A propósito, elas conseguiram fechar o primeiro set mesmo tendo cedido boa parte da vantagem alcançada para a equipe de Pinheiros. Elas definitivamente lideraram todo o set mas passaram por uma pressão do time da casa antes de fechar a parcial.

De volta ao jogo, nada foi muito diferente. O Osasco mantinha seu excelente bloqueio muito atento e caprichando na marcação. Em compensação, o passe começou a desandar e dificultou a virada de bola. Com Tandara sobrecarregada, as centrais foram mais acionadas por Fabíola. Até então, a Bia tornava o grande nome da partida. A segunda parcial, a propósito, foi vencida pelo Pinheiros, de virada.

Foto: Vôlei Nestlé

Tentando acalmar os ânimos e fazer sua equipe voltar ao eixo, Luizomar contou com alterações simples - inversão 5/1 - nas horas mais precisas pra retomar à liderança da partida. O time titular esteve de volta e passou a atacar melhor o adversário. A parcial seguiu sendo favorável para o Osasco. Individualmente falando, a mais lesada nesse duelo foi Mari Paraíba. A ponteira, pouco acionada na partida, contou com levantamentos não tão precisos das duas experientes levantadoras. Idas e vindas à parte, o Vôlei Nestlé abriu 2 sets a 1 ainda no ritmo inconstante de deixar o Pinheiros encostar no placar a cada fim de set.

Foto: Vôlei Nestlé

O quarto set foi mesmo uma incógnita. Os dois times querendo pontuar. Pinheiros correndo atrás do placar para forçar o tie-break enquanto o Osasco tinha pressa de fechar o jogo pra conquistar 3 pontos na tabela. Deu ruim para as visitantes. As donas da casa uniram forças e voltaram a pressionar. Para ser mais específica, o saque e o sistema defensivo do Pinheiro passou a funcionar com mais precisão e gerou novamente uma deficiência nas rivais.

Tudo empatado. Tie-break. 15 pontos. O jogo terminou em alto nível quando as duas equipes com fome de bola e desejando a vitória, fizeram o set mais equilibrado da partida. Bloqueios e ataques potentes e alinhados foram os pontos principais desse tie. O diferencial para o vencedor do duelo, vulgo Vôlei Nestlé, foi a calma que existiu no momento mais propício. Jogando atrás no placar, a equipe de Osasco puxou o fôlego e a energia que a torcida estava lançando e virou o marcador. Tandara, a mais marcada do jogo até então, fez o que mais sabe fazer, pontuar no ataque e pôs sua equipe novamente na frente. A própria levou o troféu VivaVôlei em escolha do público de casa e ressaltou, em entrevista pós-jogo que a falta de concentração foi o maior desafio e que o time vai levar como lições para os próximos treinos e respectivas partidas.

Foto: Vôlei Nestlé
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About Juliana Amaral

Brasileira e alagoana. Proprietária e Redatora da United for Volley, estudante de Jornalismo e Design Gráfico, jogadora de voleibol e amante de música pop.

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